Forja

  • Forja se refere ao forno utilizado para aquecer os metais a serem trabalhados por um ferreiro/cuteleiro.
    • Ao conjunto de instrumentos utilizados pelo ferreiro, à oficina em que metais são forjados,
    • Ao local aonde metais são fundidos e moldados, ou mesmo aos próprios processos de redução direta do minério de ferro e forjamento de peças metálicas.
  • O processo de forjamento por meio da forja ainda se parece com aquele consagrado na Idade Média, segundo o qual o metal deve ser aquecido, martelado sobre uma bigorna e, ao fim, temperado em líquido.
  • O processo de redução do minério de ferro, tanto na forma direta ou indireta, emprega fornos que podem ser chamados de forjas.
  • Entretanto, o termo forja está mais associado ao processo de redução direta, cuja etapa de refino é realizada unicamente por forjamento.

___________________________________________________________________________________________________

Combustíveis utilizados na forja

 

  • Lenha

  • Até à Idade Média era comum que ferreiros europeus trabalhassem em fornos alimentados por lenha, os quais, porém, não atingiam as mesmas temperaturas que aqueles alimentados por carvão, combustível mais caro à época.
  • Carvão

  • A forja a carvão é o forno tradicionalmente associado ao trabalho com metais. Sua estrutura é normalmente construída em ferro fundido ou material refratário e inclui um algaraviz por onde passa o ar soprado por um insuflador, como um fole ou um ventilador. Contudo, no passado, não era raro que forjas a carvão fossem construídas com pedras comuns ligadas por barro, ante a indisponibilidade de material refratário adequado.
  • As temperaturas atingidas pelo emprego de carvão permitiram que metais com alto ponto de fusão fossem deformados, o que levou as forjas a utilizar este combustível em substituição à lenha. Todavia, o tipo de carvão utilizado nas forjas foi alterado com o tempo, por força de crises no abastecimento de determinado tipo e o constante desenvolvimento de novos processos de forjamento e fundição de metais.
  • O carvão vegetal foi o primeiro substituto da lenha, mas não atingia temperaturas suficientemente altas para a fundição do minério de ferro, o que motivava a existência de etapas intermediárias na produção de ferro e aço. Estas desvantagens, contudo, não impediram o carvão vegetal de ser amplamente utilizado ao ponto de se tornar absurdamente escasso.
  • Diante da referida escassez, o carvão mineral passou a ser empregado no lugar do carvão vegetal. Entretanto, a concentração de enxofre neste combustível se provou inconveniente, pois contribuição para a fragilização dos produtos metalúrgicos confeccionados com sua combustão. Esse problema somente veio a ser superado com a introdução do processo de coqueificação do carvão mineral, que permitiu a produção do combustível mais utilizado em forjas até hoje, o coque.
  • Gás

  • As forjas à gás são aquelas que empregam gás natural ,propano ou gás liquefeito de petróleo para criar a chama que aquecerá o metal a ser forjado e normalmente são construídas a partir de um tambor cilíndrico de metal revestido de material refratário, um queimador e um botijão contendo o combustível. Em alguns casos, o botijão é substituído por um ponto de gás encanado a fim de evitar que a temperatura do cilindro diminua devido à insuficiência de gás.
  • O emprego de gases como combustíveis na forja é indicado a forjadores principiantes pela facilidade que propicia no controle do calor, pela portabilidade do equipamento e porque dispensam o uso de foles ou ventilador, o que permite seu uso em oficinas pequenas. Algumas forjas à gás apresentam uma porta em cada extremidade, facilitando o forjamento de peças mais longas.
  • As principais desvantagens deste tipo de forja são o custo do combustível e a dificuldade em aquecer partes específicas do material a ser trabalhado. Esta última característica, porém, pode ser contornada com o uso de chamas de oxiacetileno e oxigênio-propano.
  • A frio

  • Em verdade, a “forja a frio” não corresponde a um tipo de combustível para forja, mas a uma técnica de forjamento que emprega pressão mecânica calculada para dar forma a ligas leves de metal abaixo de sua temperatura de cristalização (que pode variar da temperatura ambiente – dispensando combustíveis – até centenas de graus celsius). Neste tipo de forja é comum a utilização do método da impressão de matriz de forjamento, no qual o metal é fechado em um molde ligado a uma bigorna sobre a qual é vigorosamente lançado um martelo.
  • As peças forjadas a frio não necessitam de trabalhos de acabamento, e por isso são mais baratas que aquelas forjadas sob calor intenso, além de mais resistentes, porque não submete o material a estresse térmico e não altera a estrutura do material em grão. Contudo, antes de serem forjadas a frio, peças feitas de prata, ouro, cobre e latão necessitarão de recozimento.

___________________________________________________________________________________________________

Sobre a técnica Scrimshaw, arte que é feita nos cabos das nossas facas.

  • Scrimshaw é uma palavra da língua inglesa, de etimologia discutida, mas que designa a arte de entalhe e gravação ou pintura em marfim - dentes e ossos da mandíbula de cachalotes.
  • As peças são muito variadas, utilitárias e decte da massa tenra.
  • Essa manifestação artística está ligada tradicional à atividade, como por exemplo caixas, talas para corpetes de vestidos de senhora, dedais, cabos de sinete, punhos de bengala, dados e até carretilhas para re-corda baleação e, em Portugal, apenas despertou a atenção dos estudiosos a partir dos finais da década de 1950. Constitui a mais autêntica e conhecida manifestação da chamada "arte baleeira" que teve as suas origens no século XIX, nas frotas de baleação, inicialmente formadas por marinheiros norte-americanos, mas em pouco tempo integradas também por numerosos açorianos e até cabo-verdianos. É uma arte feita por marinheiros e a eles destinada, embora, com o decorrer dos tempos, os destinatários deste tipo de peças artísticas se tenham diversificado, atingindo já não apenas familiares, namoradas e amigos dos marinheiros, mas um vasto número de pessoas apreciadoras das atividades marítimas e do artesanato ligado ao mar.
  • A arte de "scrimshaw" correspondia à ocupação nas horas de ócio a bordo e a uma expressão de saudade da família e da terra do artista. As invocações religiosas são menos frequentes ou mais recentes. As técnicas mais utilizadas são a incisão ou a gravação, sendo os entalhes pigmentados. Já no século XX, surgiram os motivos incrustados, por vezes em alto-relevo.
  • fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Scrimshaw.

___________________________________________________________________________________________________

Aço damasco

  • aço damasco é a união de dois ou mais aços de características diferentes, unidos pelo método de caldeamento. Uma barra de damasco pode ter várias camadas, que podem variar de 50 a 600. A grande vantagem do damasco, além da beleza da lâmina, é a flexibilidade que ele proporciona, pois geralmente o cuteleiro que forja damasco mistura um aço de alto teor de carbono com um de médio a baixo teor de carbono. É de difícil obtenção, o que faz encarecer o produto, sendo consequentemente muito valorizado por colecionadores.
  • Ex.: Espadas japonesas poderiam ter mais de 1000 camadas.